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História do RPG

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História do RPG

Mensagem por Narrador em Ter Maio 09, 2017 5:19 pm


História & Trama
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Informações

Este é um RPG bem livre em questão de criatividade, ele basicamente se trata da relação entre o mundo humano e o sobrenatural. Diversas criaturas existem porem são completamente escondidas do mundo humano, poucos sabem de suas existências. Na trama deste RPG existe diversos clãs com ideais diferentes sobre o mundo sobrenatural e humano.

No mundo humano existe a agencia protetora dos humanos que protege o mundo humano dos ataques dos seres sobrenaturais. Já no mundo sobrenatural existem clãs com intuitos diferentes. Alguns possuem o intuito de dominar, outros de apenas fazer o que desejam, outros aniquilação da espécie humana e outros querem igualdade aos dois mundos e paz.

Trama

Há vários milênios atrás a magia não era executada ou imaginada da mesma forma que nós vemos hoje, ela era mais pura, mais sublime. Antigamente a magia estava entranhada em nós como está nossa visão, nossa audição ou respiração... Ela era intuitiva, era como um sentido a mais. A civilização, palavra que nem existia naquela época, começou a surgir e dar seus primeiros passos.

Os humanos lidavam com os seres místicos como se fossem irmãos, não se misturavam, mas se entendiam perfeitamente. Era como óleo e água, mesmo juntos nunca, de fato, se misturavam. Em determinado momento da história as duas raças foram perdendo seus valores, se corrompendo. Medo, dor, egoísmo, corrupção, tristeza, mágoa, ciúmes e inveja são uns dos poucos pontos que se pode citar.

Então, um grupo de seres místicos, os mais poderosos daquela era, tentou harmonizar as civilizações, tentaram ser arautos da paz, salvarem o pouco de bondade que havia nos corações desses homens. Uma grande tragédia se deu, os demais seres sobrenaturais e os humanos repudiaram estes seres mais valorosos, com o coração aberto e as intenções bondosas... Após isso vieram guerras, corrupção, manipulação religiosa, escravização, assassinatos... E cada vez mais o mundo se corrompia com essas ideias. Os seres que tentaram mudar o mundo foram esquecidos, humilhados e renegados, ficaram perdidos na escuridão.

Mas seus herdeiros, ao verem a humilhação e dor de seus pais, decidiram que se ergueriam contra aquele mundo. Porém os herdeiros viam as coisas de maneira diferente, de um lado, os herdeiros de Dommus formavam um grupo acreditava que para haver paz o mundo deveria ser separado, onde os seres sobrenaturais e os humanos deveriam ter nenhum, ou o mínimo, contato possível. Porém, do outro lado, haviam os herdeiros de Trevae, que eram aqueles que acreditavam que os seres sobrenaturais eram superiores, grandiosos, e que deveriam controlar a raça humana. Aquilo estava prestes a culminar em uma nova guerra... Desta vez uma guerra que poderia acabar com toda a vida na terra.

Então, visando evitar uma guerra daquele tamanho e poder, os herdeiros de Magnus Dommus se reuniram com os anciões. Os anciões eram os líderes, os mais antigos membros de cada clã místico. Nesta reunião um tratado seria assinado, este tratado teria como regra a não-interferência direta no mundo, como todas as raças tinham um poder igualitário e muito superior aos dos humanos, o tratado propôs que o mundo pertenceria aos humanos e que os seres sobrenaturais deveriam existir nas sombras.

Assim o Tratado dos Imortais foi assinado com o sangue de cada ancião e pelos mais fortes herdeiros de Dommus. O Tratado dos Imortais possuía um poder sem igual, um poder gigantesco que selava todos os seres vivos a ele sendo sobrenatural ou não, e ele impunha que enquanto o tratado existisse as raças deveriam viver sem se atacarem e permanecer invisíveis aos olhos humanos.

Mas os herdeiros de Trevae não concordaram com aquilo, então atacaram o local onde era guardado o tratado, a missão deles era destruir o tratado e governar a Terra, mas o poder do tratado era forte demais, então eles usaram o poder que tinham para mudar as regras do Tratado. Os seres sobrenaturais permaneceriam nas sombras, mas o tratado perderia a força ao longo das eras até se partir, a medida que o tratado perdesse a força os seres sobrenaturais poderiam interferir mais e mais na vida da raça humana e quando o tratado perdesse o valor o mundo pertenceria a raça mais poderosa da nova era.

Os Anciões sabiam que se os humanos não tivessem conhecimento sobre aquele tratado quando a era da proteção dos humanos terminasse eles simplesmente seriam dizimados.  Então eles escolheram uma recém-nascida, o maior símbolo de pureza humana, para fazer dela a portadora do dom da proteção humana, então cada ancião sussurrou em seu ouvido palavras repletas de magia próprias e conhecidas apenas pelos mais antigos de suas raças, a magia sussurrada se entranhou na alma pura da criança, fazendo com que seu corpo envelhecesse aceleradamente até se dispersar em apodrecimento, tornando a alma da garota uma força mágica, conhecedora dos dons mágicos de cada criatura e dos meios de proteger a raça humana.

Séculos se passaram e o mudo foi mudando e evoluindo chegando até a era atual, onde, embora a maioria desconheça a verdade sobre os seres sobrenaturais, existe aqueles, humanos ou não, que lutam por seus próprios interesses.


A era do fim do Tratado dos Imortais se aproxima...

Que lado você escolherá?

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Re: História do RPG

Mensagem por Narrador em Ter Maio 09, 2017 10:14 pm


1ª Trama
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Destino...

Após a fundação de Magnus Dommus a sua ultima fundadora, Destino, desaparecera pelo mundo humano. Por ser uma entidade imortal e de poderes e conhecimentos imensuráveis, todas as organizações passaram anos buscando um meio de localizá-la. Mas tal feito se mostrou mais difícil do que se imaginara.

Destino poderia assumir a pessoa que desejasse, trocando de corpo na velocidade que julgasse interessante, o que a tornava praticamente irrastreável, mas uma maldição criada pela Tenebris forçava Destino a ficar dois anos presa em um mesmo corpo, o que permitia, de certo modo, uma localização mais simplória.

Com isso as buscas por Destino recomeçaram, mais acirradas do que em qualquer outra era...

Mas quem a encontrará primeiro?
O entardecer...

A jovem corria desesperada pelos muitos becos, o desespero e as lagrimas já cobriam sua face. Ela corria em busca de ajuda e olhando desesperadamente para trás, em um momento ela acabou caindo, embora o tombo tenha sido violento ela levantou-se sem se importar com os ferimentos e disparou novamente seu desespero a impedia de pensar ela fechou os olhos, gostaria de não ter presenciado aquela cena horrível. As lagrimas voltaram a correr, ela balançava a cabeça tentando afastar as lembranças ainda frescas daquilo, uma tentativa inútil. Ela se apoiou numa parede, as lagrimas desciam incontroláveis, a lembrança lhe feria o peito, mas ela não podia parar, não podia permitir que o terror ou a vontade de despejar tudo aquilo, aquela dor e angustia, para fora, ela tinha que contar, avisar ao mundo, mandar seu sinal... Afinal, ela a descobrira.

A jovem voltou a correr, não devia estar longe e quando chegasse onde queria tudo estaria salvo, poderia descansar e se livrar daquele peso enorme. Ela sorriu ao avistar ao avistar um velho galpão... Estava perto... Logo encontraria sua paz. Ela correu em direção ao velho galpão e se jogou nos portões olhando ao redor para ver senão estava sendo seguida, abriu-o e entrou correndo cruzando o galpão até uma pequena caixa no centro do galpão. Suas mãos trêmulas demoraram para se acalmar até ela conseguir acertar a senha de um pequeno baú contido dentro da caixa.

O baú se abriu, ela sorriu e mais lagrimas cobriram seu rosto... Estava próximo o momento em que encontraria sua paz.

Ela retirou um pequeno pedaço de papel de dentro do baú o olhou por alguns segundos e sorriu, retirou um pequeno canivete do bolso da calça que usava e fez um corte na mão esquerda, com a direita colocou o papel no chão, ergueu a mão esquerda e a desceu em direção a folha, quando sua mão estava quase no papel ela sentiu um impacto seguido de uma forte dor, suas vistas escureceram, seu estômago se revirou, ela sentiu vontade de vomitar, mas não conseguia, a dor era terrível, ela caiu sentiu a cabeça girar, tudo doía.

Seu sangue se espalhou formando uma pequena poça ao seu redor ela ergueu os olhos e viu seu braço esquerdo poucos metros a sua frente. A dor que aquilo causou conseguiu ser pior que a de ter o braço arrancado, sua cabeça estava explodindo todos os seus sentidos se aguçaram ao mesmo tempo em que se esvaíram. Ela estava aterrorizada... Não pelo fato de ver seu braço a alguns metros, mas sim pelo fato de ainda estar viva...

- Que desperdício... Eu aqui com sede e todo esse sangue se perdendo no chão... – a jovem sentiu um ar quente no seu rosto – Precisa de ajuda? Parece cansada e está tão pálida... Até parece que perdeu o braço! – ele concluiu dando uma enorme gargalhada.
- Você nunca a encontrará... – a jovem falou, sua voz saia fraca – Eu... Jamais... Ugh... Lhe direi...
- Pare de falar bobeiras...  – ele se aproximou do rosto da jovem novamente – Eu não preciso que você me fale garota estupida... – ele olhou para cima como se quisesse dizer uma coisa muito obvia – Eu só preciso... Sugar... A informação de você... – ele concluiu sorrindo, ao ver a expressão assustada da jovem.

Ele abaixou para próximo do pescoço da jovem, suas presas apareceram e então ele cravou seus dentes na jovem, sugando sua vida e suas lembranças.

“... A garota se revirava de um lado para o outro, sua cama estava ensopada de tanto suor, ela abriu os olhos e levantou sentando sobre a cama, um grito horripilante acompanhou seus movimentos.
- Daiane minha filha o que ouve? – um homem adentrou o quarto com sua esposa.
- PAI...! – a garota abraçou o pai em meio a soluços.
- O que foi minha filha? Outro pesadelo?
Daiane vinha tendo pesadelos há semanas... Sempre com pessoas morrendo de maneira cruel e às vezes, bem raramente, com pessoas desconhecidas em lugares que ela nunca tinha ido antes.
- Pai... Pai por favor... – a garota o olhava desesperada.
- O que foi meu anjinho?
- Por favor... Não vá trabalhar amanhã...
- Por que meu anjinho? – o pai a abraçava.
- Porque se você for você vai morrer!
O pai parou de abraça-la e a encarou, sua mãe fez a mesma coisa mas soltou um “ Pare com essas brincadeiras” logo após.
- Por favor pai... Um caminhão... Foi horrível... Você... Você... – ela caiu em desespero novamente. Ela jamais conseguiria contar que vira o ser atropelado por um caminha e ficado em pedaços.
Levou quase a noite inteira para acalma-la. Mas após algum tempo ela voltou a dormir. Na manhã seguinte ela contou a sua mãe seu sonho. Sua mãe mandou ela não se preocupar e a mandou para escola...”


“... A jovem Daiane voltava da escola sorridente... Havia esquecido o sonho daquela noite. Ao dobrar a esquina e avistar sua casa viu um carro de policia parado em frente a porta, naquele momento ela se lembrou do sonhos, o desespero tomou conta dela, ela saiu em disparada em direção a casa.
Ao entrar em casa um dos policias que ali estavam a olhou com pena, o outro desviou o olhar, jamais teriam coragem para contar o que acontecera para aquela garotinha, ela foi até a sala, sua mãe estava ali. Daiane queria falar alguma coisa, perguntar, sua mãe ergueu os olhos em sua direção. E a olhou como se ela fosse um monstro.
Seu pai havia morrido naquela tarde... Exatamente da maneira como ela havia sonhado...”



“... Daiane estava sentada, havia uma pequena e velha mesa de marfim com uma vela acesa a sua frente, a sala tinha as paredes sem reboco e era úmida. Daiane se tornara uma jovem linda, tinha agora dezessete anos, dez ano haviam se passado desde o incidente com seu pai.
Após aquilo sua vida se tornara um inferno, sua mãe nunca mais a tocara, nem um abraço, mal a olhava, na verdade, sua mãe tinha medo dela, acreditava que aquela doce garotinha... Era um demônio.
Daiane fora levada a diversos psicólogos, psiquiatras, pastores e padres, passara desde tratamento de choque até seções intermináveis de exorcismo... Nada daquilo adiantava, ela continuou com os pesadelos e depois de um tempo passou a ter suas visões acordada.
Após várias visitas um padre disse que poderia resolver seu problema e convenceu sua mãe a deixar que ele a levasse para que pudesse resolver seu ‘problema’ e agora Daiane estava ali.
O homem que disse que poderia ‘curar’ Daiane entrou na sala.
- Daiane... Não é? – ela apenas virou rosto e olhou para o chão. – Bom Daiane...
- Você... – o padre a olhou – Você pode mesmo me curar?
- Hum... – o padre a olhou e sorriu – curar? Do que está falando minha jovem? Você não está doente...
- Mas...
- Minha jovem... Você... É uma vidente...”


“... Daiane seguia em silencio o velho homem. Nos últimos anos ele a treinara para desenvolver suas habilidades, ao contrario do que acreditou no inicio, os videntes, os reais, como ela, eram raros, um para cada milhões de habitantes. Ela já não tinha pesadelos e suas visões eram controladas. Daiane era um tipo especial de vidente, ela era capaz de encontrar pessoas, só existia um vidente assim para cada século, e Daiane era a desse século.
O homem caminhava pouco a frente de Daiane em silencio e ela o seguia igualmente em silencio. Ela pensava no que o padre a havia dito... Ela como vidente tinha uma missão muito importante, ela deveria achar alguém, esse alguém salvaria a humanidade.
Daiane não se importava com nada disso, na verdade o que realmente a tinha feito pensar fora o que o padre dissera depois, ‘Se você encontrar esse alguém, você causara dor e sofrerá com essa dor também... Mas você encontrará sua paz!...”


“... Daiane estava sentada, concentrada, a alguns meses ela sentiu uma energia incrível que tomou conta de todo o seu corpo, desde então ela estava buscando, se esforçando ao máximo, ela não sabia o que buscar em suas visões mas sabia que era algo muito importante.
Ela estava em uma cabana, um pequeno chalé em uma pequena cidadezinha na encosta do oceano, ela havia sido levada para lá logo após sentir a energia, os oito membros daquela organização que a acompanhavam não queria dizer o que era, ou o porquê de estarem indo para tão longe, mas ela sabia que o motivo era o fato dela ter sentido a energia... Ela sabia que eles estava ali para protegê-la... Mas protegê-la do que?...”


“... Daiane estava sentada sobre um tapete olhando pela janela, ela observava a lua e as estrelas. Foi tudo de repente, Daiane viu uma jovem de pele branca e cabelos castanhos entrar em uma lanchonete, ela não conseguia ver muito, mas em um momento ela pode ver perfeitamente o rosto da jovem e então tudo voltou ao normal, ela observava as estrelas novamente...”

“... Daiane estava com medo, a casa inteira tremia, as janelas e portas balançavam loucamente, um dos oito protetores a colocou embaixo de uma mesa que ficava num dos cantos do chalé. Daiane olhava tudo aterrorizada. A porta foi escancarada, um homem, de aparência belíssima, estava parado ali, ele tinha um sorriso que embora fosse perverso e demoníaco ainda conseguia ser perfeitamente lindo e tentador, seus olhos era vermelho-sangue, ela sabia, aquele homem era um vampiro.
Ele olhou cada um dos seus oito guardiões com um ar de deboche e descaso, após isso tudo que fez fora perguntar onde ela estava, nenhum dos padres falou, na verdade nem se moveram, ele sorriu, aquilo era exatamente o que ele queria. Um dos oito guardiões avançou sobre ele, o pobre homem não tivera nem chance, o vampiro lhe arrancara a cabeça com um movimento rápido e o fizera como se aquilo não fosse nada, o sangue se espalhou pelo chalé, os outros sete olharam a cena e ainda assim não recuaram nem abriram a boca.
O vampiro soltou uma gargalhada, era aquilo que ele queria, ele queria aquela diversão, ele deu um passo em direção aos padres, os padres não recuaram, muito pelo contrario cada um dos seis remanescentes se armou, facas e punhais surgiram de esconderijos pela cabana, o vampiro gargalhou novamente, aquilo o alegrava.
Mesmo com aquelas armas um a um dos seus guardiões foram sendo estripados e despedaçados pelo vampiro, ele era superior em foça e agilidade, os homens sequer o fizera suar. Daiane vira toda aquela chacina das aberturas do altar onde estava, o desespero tomou conta dela, ela sabia que ele a encontraria e faria o mesmo com ela, ela não podia ficar ali, tinha que sair, tinha que fugir, ela olhou e viu uma porta aberta na direção contraria ao que o vampiro estava, ela não pensou apenas correu em direção a porta e olhou de relance para trás, o vampiro a observava... Sorrindo...”


“Daiane corria pelas ruas, cruzando becos e viela, ela sabia aonde estava indo... Um velho galpão padres a mostrara logo que ela chegara aquela cidade.
Um dos seus protetores a avisara que quando ela achasse quem procurava, algo ruim aconteceria, então ela deveria ir até lá, abrir a caixa e retirar um papel de dentro do baú que estava dentro da caixa, depois disso ela deveria derramar sangue da mão esquerda sobre o papel, a mão esquerda era a mão da aliança e assim a mensagem seria mais forte, ela não entendera o que aquilo queria dizer, mas sabia que tinha que ser feito.
Ela corria desesperada, seu estomago revirava e sua cabeça doía, presenciar aquela cena, toda aquela crueldade, aquilo era demais para ela...”


O vampiro a soltou, Daiane estava fraca e quase morta, ele a olhou, sua boca estava cheia de sangue e o mesmo lhe escorria pelo queixo e pingava em suas vestes.

- Você tem memorias interessantes garota... Tanta dor e sofrimento... Se você soubesse o quanto gosto de pessoas assim... – ele a olhou e sorriu – O sangue delas é uma delicia... – Daiane não se movia e já quase não respirava, nem mesmo as lágrimas saiam mais de seus olhos – Bem, agora que já tenho a informação de que preciso e estou saciado momentaneamente vou embora... – ele olha Daiane no chão se aproxima e cochicha em seu ouvido – Eu poderia te matar, na verdade eu já poderia ter te matado antes... Mas é tão, tão gostoso quando vocês fogem que simplesmente não resisti... É claro que eu não sabia o que você ia fazer, mas quando vi que se tratava de um selo de proteção eu não poderia deixar que você concluísse... – Daiane não entendeu as ultimas palavras direito... Selo?... Proteção?... Mas, e a mensagem?... – Por isso arranquei seu braço... Se não, como eu me alimentaria? – o vampiro falou em tom de inocência e depois sorriu, deu-lhe um beijo na face e se afastou – Bem, como eu estava dizendo... Eu até ia te matar... Para você não sofrer e tudo mais... Mas como você tentou evitar que eu chegasse até seu lindo pescocinho... Você vai morrer bem... Mas bem lentamente... Bom, talvez nem tão lentamente assim, já que eu suguei bastante de você e ainda arranquei seu braço mais... Ainda assim você agonizará um pouco... – ele sorriu novamente – Não é maravilhoso?

O vampiro se virou e caminhou até a porta e parando nela olhou novamente para Daiane.

- Adeus garotinha... E obrigado pela informação – ele se virou e começou a puxar aporta mas parou na metade e voltou a encarar Daiane – Ah, e pelo jantar também... Afinal, ele foi... Maravilhoso!

E sorrindo o vampiro terminou de fecha a porta deixando Daiane naquele galpão. Daiane sentia a morte aproximar, ainda não conseguia entender o que o vampiro dissera sobre o ‘selo de proteção’, ela estava decepcionada consigo mesma, não conseguira cumprir a missão de mandar a mensagem, alertar sobre o que ocorrera, nem mesmo tivera tempo de falar, explicar como era a garota de sua visão e pra piorar o vampiro conseguira roubar a imagem dela de sua cabeça, a angustia lhe subia, no fim ia morrer sem ter feito o que deveria fazer. Ela abriu os olhos e olhou na direção do portão, onde o vampiro estivera da ultima vez, seus olhos brilharam e um pequeno sorriso surgiu após muito esforço, no portão estava escrito em letras bem grandes “A MENSAGEM FOI ENVIADA” .

Daiane sorriu, ela conseguira alertar aos outros, poderia não ter tido tempo de lhes mostrar a garota, lhes dizer como ela era, mas avisara que ela conseguira encontra-la e que algo muito ruim agora estava atrás dela também... Ela sorriu, uma ultima lagrima desceu de seus olhos.
Ela finalmente encontrara sua paz.

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